História do Alto Douro Vinhateiro

“As raízes dos vinhos durienses são já milenares, tendo estes evoluído constantemente até se tornarem nesta bebida que faz flamejar qualquer coração. Beber um vinho do Porto ou do Douro é beber da própria história da região, onde nunca houve rei tão magnânimo como o Vinho.”

Esse é um resumo do que encontrei no Wikipédia e outros Sites e Blogs!

Mais do que merecidamente, a Região do Alto Douro faz parte do Patrimônio Mundial da Humanidade da UNESCO.

Antes de contar a História da Região vamos entender no que o Vinho do Porto, difere dos demais! O que torna o vinho do Porto diferente dos restantes vinhos, além do clima único, é o facto de a fermentação do vinho não ser completa, sendo parada numa fase inicial (dois ou três dias depois do início), através da adição de uma aguardente vínica neutra (com cerca de 77º de álcool). Assim o vinho do Porto é um vinho naturalmente doce (visto o açúcar natural das uvas não se transforma completamente em álcool) e mais forte do que os restantes vinhos (entre 19 e 22º de álcool). Fundamentalmente consideram-se três tipos de vinhos do Porto: Branco, Ruby e Tawny.

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Vale dizer que além do Vinho do Porto o Douro também produz Excelentes Vinhos de Mesa.

Dito isso, vamos a História da Região do Douro. Muito antes de qualquer presidente, rei ou imperador, o Douro era uma terra sem governo, habitada por povos primitivos, que foram os primeiros a deixar seus vestígios na região. As pinturas rupestres do Vale do Côa inserem-se no período Paleolítico superior, há cerca de 20 mil anos. A presença da uva na região remonta há 4 mil anos (século XX a.c.), tendo sido encontradas grainhas carbonizadas, em estações arqueológicas da região. Muitos dos castros existentes na região, como o Castro de Cidadelhe, em Mesão Frio, datam dessa época.

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Com a chegada dos romanos, no século I d.c., a agricultura intensificou-se na região, possibilitada pela rede de estradas e pelas numerosas pontes que o Império construiu. A uva começou a adquirir uma elevada importância, existindo vilas agrárias dedicadas exclusivamente à produção de vinho, algo patente na estação arqueológica do Alto da Fonte do Milho, no Peso da Régua.

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A partir do século V as terras foram ocupadas por suevos e visigodos, que acabaram por se unir e cristianizar. Seguiram-se os muçulmanos, depois do século VIII. Após a implantação do reino português, a 5 de outubro de 1143, pelo Tratado de Zamora, iniciou-se a construção da Sé de Lamego, sob a proteção de D. Afonso Henriques (1109-1185), o primeiro rei português, responsável pela independência deste país.

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Durante a Baixa Idade Média, nos séculos XII e XIII, a Ordem de Cister instala-se na região, construindo mosteiros como o de São Pedro das Águias, em Tabuaço, que contribuiu para o desenvolvimento agrícola da região, criando diversas granjas nas encostas do Douro.

Com a prosperidade comercial e econômica da região, instalada desde o século XIII, a produção do vinho continuou a desenvolver-se, graças ao seu transporte para o Porto, através do rio Douro, com um leito alargado, depois da demolição dos canais de pesca, a mando do rei D. Manuel I (1469-1521) . Das descobertas marítimas (séculos XV e XVI), resultou um aumento da circulação no rio, uma vez que as viagens requeriam grandes quantidades de vinhos fortes para saciar os marinheiros.

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Entre os séculos XVII e XIX a Inglaterra passou a ser o principal consumidor dos vinhos produzidos no Douro, o que resultou na assinatura do Tratado de Methuen, em 1703, no qual o Reino Unido concedia direitos preferenciais aos vinhos portugueses, com a contrapartida de Portugal permitir a entrada livre dos tecidos britânicos, no mercado nacional. A elevada procura dos vinhos durienses pelos ingleses resultou  numa adulteração da qualidade dos vinhos, misturando-os com outros mais baratos, o que reduziu a sua qualidade, mas, em contrapartida, atribuiu mais lucro ao comerciante. As relações atribuladas entre produtores, comerciantes portugueses e negociantes estrangeiros agravaram-se com a crise no setor vinícola, a meados do século XVIII, provocada por uma baixa procura dos vinhos.

Sebastião José de Carvalho e Melo (1699-1782), mais conhecido por Marquês de Pombal, viria a mudar a situação económica da região, ao criar a primeira região vitícola regulamentada do mundo, demarcando o Douro Vinhateiro (1757-1761), através da colocação de grandes marcos de granito, no terreno, com a palavra “Feitoria”. O Secretário de Estado do Reino criou a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro (CGAVAD) em 1756, vindo a obter a exclusividade na venda do vinho do Porto.

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O Marquês de Pombal, viu-se envolvido numa trágica histórica com uma das famílias mais importantes do reino e da região do Douro, os Távoras. Esta família, com um legado centenário, detinha propriedades na zona do rio Távora, em Mogadouro, em São João da Pesqueira e em Mirandela. O chefe da família, D. Francisco Assis de Távora (1703-1759), detinha os títulos de 3.º Marquês do Távora, 3.º Conde de Alvor e 6.º Conde de São João da Pesqueira, e fora Vice-Rei da Índia entre 1750 e 1754. Em 1758, a família dos Távoras foi acusada de tentativa de regicídio, por um atentado ao rei D. José I (1714-1777), que foi ferido com um tiro num braço. D. Francisco e seus dois filhos foram queimados e sua irmã, D. Leonor, foi decapitada. Os restantes elementos da família foram presos, tendo sido soltos durante o reinado de D. Maria I (1734-1816), que acreditava na inocência dos Távoras. A primeira rainha de Portugal alargou a região demarcada do Douro, entre 1788 e 1793, antes de ser estendida até à fronteira espanhola, em 1907, pelo governo de João Franco (1855-1929).

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O século XIX, no Douro, foi marcado pelas doenças que se abateram sobre as vinhas como o oídio e a filoxera, acabando por contribuir para um desenvolvimento na viticultura na região, devido a inovações biológicas e químicas, como forma de evitar essas doenças. Ainda no mesmo século, iniciou-se a construção das linhas ferroviárias, que facilitaram a ligação entre o Porto e a fronteira de Espanha.

A paisagem atual da região do Douro, caracterizada pelos socalcos, foi construída durante a década de 70, com a aplicação de novas técnicas de plantio da vinha, em patamares, com muros de xisto a delimitar cada nível. Esta alteração da paisagem pela atividade humana, contribuiu para que o Alto Douro Vinhateiro fosse considerado Patrimônio Mundial da Humanidade da UNESCO, em 2001.

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O património rico e a história milenar do Douro contribuíram para a criação de vários museus na região como o Museu do Douro (1997) e o Museu do Côa (2010). Com o novo milênio os espaços culturais começaram a ganhar importância na região, sendo criado, por exemplo, o Teatro de Vila Real, em 2004.

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3 comentários em “História do Alto Douro Vinhateiro

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