Guimarães, o Berço de Portugal.

Guimarães foi uma daquelas cidades que superou as expectativas. Pequena e Muito Agradável, também deve servir como uma excelente base para visitar a região (usamos Braga, que também é 10). Nossa visita começou no Castelo, onde estacionamos o carro, e seguiu a pé, descendo pela cidade até a famosa parte da Muralha, onde está escrito a célebre frase “Aqui Nasceu Portugal”. O passeio por Guimarães levou cerca de duas horas, sim, foi curto, mas nesse mesmo dia ainda visitaríamos Barcelos, Viana do Castelo e Santiago de Compostela, em um Bate-Volta de Braga. Voltamos para o carro, no estacionamento que fica atrás do Castelo de Guimarães, de Táxi.

Uma coisa bem curiosa que descobri quando já estava nessa região é a rivalidade que existe entre Braga e Guimarães. Hahaha… pior que Rio x São Paulo, Brasil x Argentina…. quer arrumar uma encrenca diga para um bracarense que amou Guimarães ou vice-versa! É incrível! 😛

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A cidade de Guimarães está historicamente associada à fundação da nacionalidade e identidade Portuguesa. Guimarães, entre outras povoações, antecede e prepara a fundação de Portugal, sendo conhecida como “O Berço da Nação Portuguesa”. Aqui tiveram lugar, em 1128, alguns dos principais acontecimentos políticos e militares, que levariam à independência e ao nascimento de uma nova Nação. Por esta razão, está inscrito numa das torres da antiga muralha da cidade “Aqui nasceu Portugal”, referência histórica e cultural de residentes e visitantes nacionais. Em Guimarães também nasceu D. Afonso Henrique, primeiro Rei de Portugal, em 1110, que deu o início a Reconquista das terras portuguesas, dominadas pelos Mouros. A cidade de Guimarães foi fundado pelo próprio D. Afonso Henrique, em 1143.
ATUALIZAÇÃO: Conforme dito nos comentários, pelo José, já no século X, a condessa Mumadona Dias mandou construir um Mosteiro, que originou um primeiro grupo populacional.

D. Afonso Henrique é muito homenageado em todo o país, mas em Guimarães só dá ele! 🙂

O Centro Histórico de Guimarães, faz parte do Patrimônio Mundial da Humanidade da UNESCO.

No caminho para Guimarães, visitaríamos a Citânia de Briteiros, que possui ruínas da idade do bronze, da cultura dos Castros, povoações típicas do Noroeste de Portugal. Os Castros eram aldeias localizadas em partes altas e datam de cerca de 1.500 a.c. Como o dia seria muito puxado, preferimos cancelar esta visita… ficou para outra.

VIAJA DAQUI ou O Que Fazer em Guimarães:

A cidade é pequenina, então, já sabe que se correr, logo vai estar do outro lado. Foi o que aconteceu com a gente. Mas graças a isso conseguimos cumprir o extenso roteiro do dia, que começou às 9h e terminou às 22h.

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Castelo de Guimarães

Considero o roteiro que fizemos o ideal, porque já começa num ponto, onde irá tirar suas melhores fotos, o Castelo de Guimarães.

Tendo mais de 1000 anos de existência, não está muito bem preservado por dentro e muitos portugueses se queixam disso. Por fora porém está bem legal. eu gostei muito.

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Igreja de São Miguel do Castelo.

Depois do Castelo, você vai encontrar a Igreja de São Miguel do Castelo, local onde supostamente Dom Afonso Henriques teria sido batizado. Repare que o chão na igrejinha é formado, basicamente, por tumbas dos heróis da Reconquista e ao lado esquerdo da porta está a pia batismal. Procure a estátua em homenagem a D. Afonso Henriques, entre o castelo e o paço.

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Paço dos Duques de Bragança.

Por ali verá o Paço dos Duques de Bragança, construção de 1401 que serviu, séculos depois, como residência presidencial do ditador Salazar É possível fazer uma visita à parte interna do Paço, circulando por suas salas. Como a fila estava relativamente grandes, com muitos estudantes, passamos essa. Uma curiosidade de lá, foi que uma princesa portuguesa chamada Catarina tinha por hábito tomar chá todos os dias no fim da tarde. Posteriormente, ela se casou com um príncipe inglês e teria levado para a Inglaterra o costume: o famoso chá das 5. Há inclusive um quarto com o serviço de chá usado por ela.

Do Paço comece a descer, logo chegará à Estátua de Dom Afonso Henrique e uma simpática lojinha de souvernirs.

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Tio Nebar e Tia Marília, 54 Anos de Casados, em 2015. Lindo, né?

Descendo pela cidade você fará um delicioso passeio pelo Centro Medieval de Guimarães e encontrará Largos, Fontes e Igrejas.

Entre os pontos mais interessantes estão o Largo da Oliveira, Igreja Nossa Senhora da Oliveira, Prefeitura (construída no século XIV) e a Praça de São Tiago!

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Largo do Brasil e Igreja de São Gualter.

Mais a frente encontramos o Largo do Brasil e a Igreja mais imponente de Guimarães, a Igreja de São Gualter.

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De frente para a Igreja de São Gualter, vá para a direita e, logo, encontrará a famosa escritura: Aqui Nasceu Portugal.

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A Confeitaria Clarinha fica no Largo do Toural.

Ali pertinho da inscrição, fica o Largo do Toural, onde paramos para um café e uns docinhos na Confeitaria Clarinha. No Largo do Toural tem um ponto de táxi, que nos levou de volta para nosso carro. Bem baratinho.

Guimarães é Show e merece mais tempo!

Veja os post que mais tem a ver com Guimarães:

O PORTO

REGIÃO DO ALTO DOURO

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BARCELOS

Bate-Volta à SANTIAGO DE COMPOSTELA

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Gostou? Achou útil? Tem mais dicas ou dúvidas? Deixa tudo aqui nos comentários pra gente!

15 comentários em “Guimarães, o Berço de Portugal.

  1. Lá tem uma padaria divina com um pão redondo gigante de massa folhada e um creme que não tem explicação. Maravilhoso!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Boas. Como Vimaranense agradeço as palavras simpáticas que aqui escreveram. MUITO OBRIGADO.

    Depois devo dizer que quando consultaram a Wikipédia para produzir o vosso texto, não leram tudo o que lá estava sobre a cidade. porque esta não foi fundada por D. Afonso Henrique, em 1143, como dizem.

    Então, fazendo “copy/past” da Wikipédia temos o seguinte texto sobre a fundação da cidade:

    Da fundação de Guimarães à fundação de Portugal
    A fundação medieval da actual cidade, tem as suas raízes no remoto século X. Foi nesta altura que a Condessa Mumadona Dias, viúva de Hermenegildo Gonçalves mandou construir, na sua propriedade de Vimaranes, um mosteiro dúplice, que se tornou num pólo de atracção e deu origem à fixação de um grupo populacional conhecido como vila baixa. Paralelamente e para defesa do aglomerado, Mumadona construiu um castelo a pouca distância, na colina, criando assim um segundo ponto de fixação na vila alta. A ligar os dois núcleos formou-se a Rua de Santa Maria.

    No século XI Guimarães era, a seguir a Coimbra, conjuntamente com o Porto a maior cidade[1] a norte do vale Rio Tejo, sendo que o seu recinto amuralhado ocupava a área de 3 hectares.[2]

    Posteriormente o Mosteiro transformou-se em Real Colegiada e adquiriu grande importância devido aos privilégios e doações que reis e nobres lhe foram concedendo. Tornou-se num afamado Santuário de Peregrinação, e de todo o lado acorriam crentes com preces e promessas.

    A outorgação, pelo Conde D. Henrique, do primeiro foral nacional (considerado por alguns historiadores anterior ao de Constantim de Panóias), em data desconhecida, mas possivelmente em 1096[3], atesta a importância crescente da então vila de Guimarães, escolhida ainda como capital do então Condado Portucalense.

    Aqui se daria, a 28 de Junho de 1128, a Batalha de São Mamede.

    Idade média
    Como a vila foi-se expandindo e organizando, foi rodeada parcialmente por uma muralha defensiva no reinado de D. Dinis. Entretanto as ordens mendicantes instalam-se em Guimarães e ajudam a moldar a fisionomia da cidade. Posteriormente, os dois pólos fundem-se num único e após o derrube da muralha que separava os dois núcleos populacionais no reinado de D. João I, a vila intramuros já pouco mudará, embora se expandisse extramuros com a criação de novos arruamentos como a Rua dos Gatos.[4]

    Idade moderna e contemporânea
    Haverá ainda a construção de algumas igrejas, conventos e palácios, a formação do Largo da Misericórdia (actual Largo João Franco) em finais do século XVII e inícios do XVIII, mas a sua estrutura não sofrerá grande transformação. Será a partir de finais do século XIX, com as novas ideias urbanísticas de higiene e simetria, que a vila, elevada a cidade, pela Rainha D. Maria II, por decreto de 23 de Junho de 1853[5], irá sofrer a sua maior mudança.

    Retirado da https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_de_Guimar%C3%A3es

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  3. Devo ainda dar nota do seguinte sobre o que escreveram e passo a citar:

    “No caminho para Guimarães, visitaríamos a Citânia de Briteiros, que possui ruínas da idade do bronze, da cultura dos Castros, povos que povoaram o Noroeste de Portugal, em abundância. Os Castros sempre construíam suas aldeias em partes altas e datam de cerca de 1.500 a.c. Como o dia seria muito puxado, preferimos cancelar esta visita… ficou para outra”.

    Castro é o nome que se dá às ruínas… Os “Castros” nunca construíram nada.Os castros como povo não existem.

    Castro são as ruínas ou restos arqueológicos de um tipo de povoado da Idade do Cobre e da Idade do Ferro característico das montanhas do noroeste da Península Ibérica, na Europa. Os povoados eram construídos com estruturas predominantemente circulares, revelando desde cedo a implementação de uma «civilização da pedra», quer nas zonas de granito quer nas de xisto.

    Uma cividade (substantivo feminino antigo de cidade) ou citânia é um castro de maiores dimensões e importância, habitado continuamente. A designação “citânia” é comparada com o Cytian dos povoados fortificados nas ilhas Britânicas.

    Durante muito tempo consideraram-se os castros como “povoados fortificados”, mas esta designação, consagrada pelo uso, é muito redutora, porque recobre realidades arqueológicas muito diversas e susceptíveis de variadas interpretações. Recentemente, tem-se vindo a perceber que estes sítios são de grande complexidade, que não se podem, de maneira alguma, apenas subsumir numa qualquer “cultura” local (ou várias), e muito menos numa “função” militar.

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Castro

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  4. Oi, José!
    Agora, não recordo onde fiz minha pesquisa, mas já atualizei a parte sobre a Fundação da cidade!
    Obrigado de coração,
    Vladimir Bento.

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  5. Obrigado, José!
    Neste ponto errei no português,mesmo, pois sei que Castro eram os tipos do povoados, que hoje se tornaram ruínas! Corrigindo! Falo dos Castros, também, no post sobre Braga!
    Obrigado de coração,
    Vladimir Bento.

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