Landshut num piscar de olhos

Desde 2012 queria conhecer Landshut e o Castelo Trausnitz. Na época estive em Munique e cheguei a planejar um bate-volta, que é muito viável de trem, mas não deu tempo. Dessa vez, iria, de carro, de Munique para Vienna e quando vi que Landshut ficava no caminho, taquei um pit-stop no Roteiro. Foi perfeito.

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Landshut e o Castelo Trausnitz

A cidade é muito pequenina, tá certo que Continuar lendo “Landshut num piscar de olhos”

História do Alto Douro Vinhateiro

“As raízes dos vinhos durienses são já milenares, tendo estes evoluído constantemente até se tornarem nesta bebida que faz flamejar qualquer coração. Beber um vinho do Porto ou do Douro é beber da própria história da região, onde nunca houve rei tão magnânimo como o Vinho.”

Esse é um resumo do que encontrei no Wikipédia e outros Sites e Blogs!

Mais do que merecidamente, a Região do Alto Douro faz parte do Patrimônio Mundial da Humanidade da UNESCO.

Antes de contar a História da Região vamos entender no que o Vinho do Porto, difere dos demais! O que torna o vinho do Porto diferente dos restantes vinhos, além do clima único, é o facto de a fermentação do vinho não ser completa, sendo parada numa fase inicial (dois ou três dias depois do início), através da adição de uma aguardente vínica neutra (com cerca de 77º de álcool). Assim o vinho do Porto é um vinho naturalmente doce (visto o açúcar natural das uvas não se transforma completamente em álcool) e mais forte do que os restantes vinhos (entre 19 e 22º de álcool). Fundamentalmente consideram-se três tipos de vinhos do Porto: Branco, Ruby e Tawny.

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Vale dizer que além do Vinho do Porto o Douro também produz Excelentes Vinhos de Mesa.

Dito isso, vamos a História da Região do Douro. Muito antes de qualquer presidente, rei ou imperador, o Douro era uma terra sem governo, habitada por povos primitivos, que foram os primeiros a deixar seus vestígios na região. As pinturas rupestres do Vale do Côa inserem-se no período Paleolítico superior, há cerca de 20 mil anos. A presença da uva na região remonta há 4 mil anos (século XX a.c.), tendo sido encontradas grainhas carbonizadas, em estações arqueológicas da região. Muitos dos castros existentes na região, como o Castro de Cidadelhe, em Mesão Frio, datam dessa época.

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Com a chegada dos romanos, no século I d.c., a agricultura intensificou-se na região, possibilitada pela rede de estradas e pelas numerosas pontes que o Império construiu. A uva começou a adquirir uma elevada importância, existindo vilas agrárias dedicadas exclusivamente à produção de vinho, algo patente na estação arqueológica do Alto da Fonte do Milho, no Peso da Régua.

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A partir do século V as terras foram ocupadas por suevos e visigodos, que acabaram por se unir e cristianizar. Seguiram-se os muçulmanos, depois do século VIII. Após a implantação do reino português, a 5 de outubro de 1143, pelo Tratado de Zamora, iniciou-se a construção da Sé de Lamego, sob a proteção de D. Afonso Henriques (1109-1185), o primeiro rei português, responsável pela independência deste país.

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Durante a Baixa Idade Média, nos séculos XII e XIII, a Ordem de Cister instala-se na região, construindo mosteiros como o de São Pedro das Águias, em Tabuaço, que contribuiu para o desenvolvimento agrícola da região, criando diversas granjas nas encostas do Douro.

Com a prosperidade comercial e econômica da região, instalada desde o século XIII, a produção do vinho continuou a desenvolver-se, graças ao seu transporte para o Porto, através do rio Douro, com um leito alargado, depois da demolição dos canais de pesca, a mando do rei D. Manuel I (1469-1521) . Das descobertas marítimas (séculos XV e XVI), resultou um aumento da circulação no rio, uma vez que as viagens requeriam grandes quantidades de vinhos fortes para saciar os marinheiros.

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Entre os séculos XVII e XIX a Inglaterra passou a ser o principal consumidor dos vinhos produzidos no Douro, o que resultou na assinatura do Tratado de Methuen, em 1703, no qual o Reino Unido concedia direitos preferenciais aos vinhos portugueses, com a contrapartida de Portugal permitir a entrada livre dos tecidos britânicos, no mercado nacional. A elevada procura dos vinhos durienses pelos ingleses resultou  numa adulteração da qualidade dos vinhos, misturando-os com outros mais baratos, o que reduziu a sua qualidade, mas, em contrapartida, atribuiu mais lucro ao comerciante. As relações atribuladas entre produtores, comerciantes portugueses e negociantes estrangeiros agravaram-se com a crise no setor vinícola, a meados do século XVIII, provocada por uma baixa procura dos vinhos.

Sebastião José de Carvalho e Melo (1699-1782), mais conhecido por Marquês de Pombal, viria a mudar a situação económica da região, ao criar a primeira região vitícola regulamentada do mundo, demarcando o Douro Vinhateiro (1757-1761), através da colocação de grandes marcos de granito, no terreno, com a palavra “Feitoria”. O Secretário de Estado do Reino criou a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro (CGAVAD) em 1756, vindo a obter a exclusividade na venda do vinho do Porto.

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O Marquês de Pombal, viu-se envolvido numa trágica histórica com uma das famílias mais importantes do reino e da região do Douro, os Távoras. Esta família, com um legado centenário, detinha propriedades na zona do rio Távora, em Mogadouro, em São João da Pesqueira e em Mirandela. O chefe da família, D. Francisco Assis de Távora (1703-1759), detinha os títulos de 3.º Marquês do Távora, 3.º Conde de Alvor e 6.º Conde de São João da Pesqueira, e fora Vice-Rei da Índia entre 1750 e 1754. Em 1758, a família dos Távoras foi acusada de tentativa de regicídio, por um atentado ao rei D. José I (1714-1777), que foi ferido com um tiro num braço. D. Francisco e seus dois filhos foram queimados e sua irmã, D. Leonor, foi decapitada. Os restantes elementos da família foram presos, tendo sido soltos durante o reinado de D. Maria I (1734-1816), que acreditava na inocência dos Távoras. A primeira rainha de Portugal alargou a região demarcada do Douro, entre 1788 e 1793, antes de ser estendida até à fronteira espanhola, em 1907, pelo governo de João Franco (1855-1929).

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O século XIX, no Douro, foi marcado pelas doenças que se abateram sobre as vinhas como o oídio e a filoxera, acabando por contribuir para um desenvolvimento na viticultura na região, devido a inovações biológicas e químicas, como forma de evitar essas doenças. Ainda no mesmo século, iniciou-se a construção das linhas ferroviárias, que facilitaram a ligação entre o Porto e a fronteira de Espanha.

A paisagem atual da região do Douro, caracterizada pelos socalcos, foi construída durante a década de 70, com a aplicação de novas técnicas de plantio da vinha, em patamares, com muros de xisto a delimitar cada nível. Esta alteração da paisagem pela atividade humana, contribuiu para que o Alto Douro Vinhateiro fosse considerado Patrimônio Mundial da Humanidade da UNESCO, em 2001.

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O património rico e a história milenar do Douro contribuíram para a criação de vários museus na região como o Museu do Douro (1997) e o Museu do Côa (2010). Com o novo milênio os espaços culturais começaram a ganhar importância na região, sendo criado, por exemplo, o Teatro de Vila Real, em 2004.

Veja os outros posts relacionados o Douro:

DOURO

PORTO

BRAGA

GUIMARÃES

Gostou? Tem dúvidas, dicas, elogios ou críticas? Por favor, deixa pra gente nos comentários. Obrigado de coração por visitar o blog Viaja Daqui.

 

Morro de São Paulo é Sombra e Água Fresca!

Morro de São Paulo entrou no roteiro como uma escala a caminho da Ilha de Boipeba, que era o principal objetivo desta Viagem. Acontece que foi uma excelente oportunidade de conhecer essa cidade muito bacana com ótimas praias, ótimas pousadas, ótimos bares com música ao vivo e ótimos restaurantes. Dá vontade de voltar.

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Posso dizer que Morro de São Paulo tem uma excelente estrutura que atende muito bem a quem busca um turismo de praia, comida boa, sombra e água fresca. Continuar lendo “Morro de São Paulo é Sombra e Água Fresca!”

Imbassaí é Sossego

Conheci Imbassaí por apenas uma tarde, uma noite e uma manhã. No litoral norte da Bahia, fica perto de Salvador e a estrada é ótima, fazendo de Imbassaí um ótimo refúgio para quem quer um pouco de descanso!

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Apesar do pouco tempo posso dizer que o local respira sossego. Mas, mais do que isso, a estrada para lá é excelente. Continuar lendo “Imbassaí é Sossego”

A “Simpática” Capela dos Ossos, em Hallstatt!

Imagino que o amigo e amiga leitores do VIAJA DAQUI estejam se perguntando: Mas porque o Vladimir definiu uma Capela de Ossos como “Simpática”? Calma… eu não sou nenhum adorador de caveiras, não. Quero distância. Acontece que a Beinhaus ou Casa dos Ossos, na tradução ao pé da letra, fica numa Igreja de 1181, atrás de um pequenino e lindo cemitério, que proporciona mais uma linda vista de Hallstatt, Patrimônio Mundial da Humanidade da Unesco. Para completar, as caveiras são pintadas, em honra e nome das famílias. Eu achei simpática! Será que não é normal? Hehe..

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Bom, talvez não seja, pois esta foi a terceira Capela de Ossos que visitei, as outras foram em Roma (ainda sem post) e Évora (aqui). Continuar lendo “A “Simpática” Capela dos Ossos, em Hallstatt!”

Congresso Nacional

A gente sabe que a maioria de nós torce o nariz quando o assunto envolve “Passeios Turísticos em locais onde acontece a Política no Brasil“. Falar em visitar Brasília já é difícil, falar em visitar lugares como o Congresso Nacional, então… porém, temos muito a perder em deixar passar uma visita destas. Primeiro porque é GRATUITA, depois, porque queira ou não queira é ali que os rumos das gerações passadas e futuras se desenrolou e se desenrolará, as principais decisões da Nação são definidas nestes Salões. Para finalizar, o atendimento da Equipe de Guias é muito atenciosa e prestativa, uma aula. Por isso, acho que deve deixar a parte ruim de lado e fazer esta Visita, sim.

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No passeio conhecemos os Salões Verde e Azul, o Plenário da Câmara dos Deputados Federais e o Senado, entendemos como as equipes de TV se espalham, onde ficam as tribunas populares, como se procedem as votações. Enfim, muito interessante, mesmo. Continuar lendo “Congresso Nacional”

Brasília capital de Primeiro Mundo

Sempre que falo de Brasília o pessoal torce o nariz, respondem com um certo desprezo e daí por diante. Acontece que Brasília tem uma quantidade enorme de atrações turísticas  muito interessantes, além de ser uma cidade moderna, de primeiro mundo, com largas avenidas, Palácios, visitas guiadas bem organizadas e com um ótimo atendimento ao Turista. Por essas e outras, na minha opinião, todos devem incluir a Capital Brasileira em suas listas de destinos Turísticos a visitar.

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Palácio Itamaraty
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Congresso Nacional

 

Brasília tem algumas curiosidades interessantes, sendo a Maior Capital do Mundo construída no século XX, possuindo o maior PIB per capita, entre as capitais do Brasil. A capital brasileira abriga as sedes do três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário -, além de 127 embaixadas estrangeiras. Continuar lendo “Brasília capital de Primeiro Mundo”

STF, o Supremo Tribunal Federal do Brasil

Já se imaginou num lugar Histórico, que quase todo dia aparece na televisão, transmitindo decisões que influenciam a Vida do brasileiro? Pois é isso o que acontece quando visita o STF – o Supremo Tribunal Federal do Brasil, em Brasília, mais precisamente na Praça dos Três Poderes. Pra mim se tornou algo inesquecível, porque é uma visita rápida que nos faz entender melhor como funciona a última instância da Justiça Brasileira.

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STF
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Colocando meus argumentos!

Mais um passeio gratuito e guiado com um atendimento muito simpático e funcionários e guias solícitos e atenciosos. Com muitas explicações, achei interessante ver que aquela sala que vemos sempre na televisão com os julgamentos é toda a área do STF, existe um prédio anexo para funções administrativas, mas o Tribunal, onde ocorrem os julgamentos e debates é ali naquele espaço, de dois lados vemos janelas que já se abrem para a parte externa, muito interessante. Continuar lendo “STF, o Supremo Tribunal Federal do Brasil”