O Porto em um Pit-Stop

Dizer que conheci o Porto é meio relativo, afinal, tivemos apenas algumas horas para a cidade. Na verdade, foi um pit-stop, entre Batalha e Braga. Saímos cedo de Batalha, e chegamos por volta das 10h ao Porto. Andamos o dia inteiro e seguimos em frente, lá pelas 19h30, para Braga, nossa base.

Uma coisa é certa: O Porto nos conquistou!

Cidade grande, limpa, repleta de atrações e com o rio Douro presenteando seus visitantes de forma especial.

O Centro Histórico do Porto faz parte do Patrimônio Mundial da Humanidade da UNESCO.

 

A segunda maior cidade de Portugal, o Porto está atrás apenas de Lisboa.

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A cidade do Porto é conhecida como a Cidade Invicta e como a Capital do Norte. Tem uma velha ligação socio-econômica à Inglaterra e é a cidade onde vive a maior comunidade britânica em Portugal, sendo mesmo considerada a cidade portuguesa com o temperamento mais centro-europeu e onde se encontram as raízes judaicas mais antigas e consistentes dos portugueses, através de uma herança milenar, onde melhor se pode verificar, em Portugal, o velho adágio centro-europeu da ética protestante que recupera o espírito de “nação” judaico e que gerou o livre jogo do capitalismo e da economia de mercado: “Stadtluft macht frei” = “O ar da cidade liberta”. Em Portugal existe um famoso ditado que diz que “Lisboa diverte-se, Coimbra estuda, Braga reza e o Porto trabalha”.

É a cidade que deu o nome a Portugal. Desde muito cedo (200 a.c.), quando se designava de Portus Cale, vindo mais tarde a tornar-se a capital do Condado Portucalense, de onde se formou Portugal e de onde, mais tarde, se construiu o Império Português, visto que foi construído, maioritariamente, por pessoas da Região Norte. É ainda uma cidade conhecida mundialmente pelo seu Vinho, pelas suas pontes e arquitetura contemporânea e antiga, no seu Centro Histórico, classificado como Patrimônio Mundial da Humanidade da UNESCO.

Mais uma cidade portuguesa com vasta História, tem origem num povoado pré-romano. Já na época romana designava-se Cale ou Portus Cale.

No ano de 868, Vímara Peres, um senhor da guerra, fundador das fortificações que viriam a se tornar a cidade de Guimarães, teve uma importante contribuição na conquista do território aos Mouros, restaurando assim a cidade de Portucale.

Por volta de 999 uns nobres e valorosos fidalgos Gascões entre os quais se encontrava D. Nónego, bispo de Vendôme, na França e mais tarde bispo do Porto entraram com uma grande Armada pela foz do Rio Douro, para expulsar os Mouros. Depois desta batalha, D. Munio e os franceses trataram de reedificar o Porto.

A cidade orgulha-se de ter sido o berço do Infante D. Henrique, o Navegador, em 1394.

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Francesinha

Possui um prato típico, no mínimo estranho, mas, que vem acompanhado de um fato histórico. Devido aos sacrifícios que fizeram para apoiar a preparação da armada que partiu, em 1415, para a conquista de Ceuta, quando a população do Porto ofereceu aos expedicionários toda a carne disponível, ficando apenas com as tripas para a alimentação, com elas confeccionando um prato saboroso que hoje é menu obrigatório em qualquer restaurante. Os naturais do Porto ganharam a alcunha de “tripeiros”, uma expressão mais carinhosa que pejorativa. É também esta a razão pela qual o prato tradicional da cidade ainda é, hoje em dia, as “Tripas à Moda do Porto”. Existe uma confraria especialmente dedicada a este prato típico.

Nós não comemos as Tripas, não! 🙂 Mas, comemos outro prato típico, a Francesinha (foto).

Desempenhou um papel fundamental na defesa dos ideais do Liberalismo nas batalhas do século XIX. Aliás, a coragem com que suportou o cerco das tropas Miguelistas, conhecida como Cerco do Porto, durante a Guerra Civíl de 1832 à 1834 e os feitos valorosos cometidos pelos seus habitantes valeram-lhe mesmo a atribuição, pela rainha D. Maria II, do título de Invicta Cidade do Porto, ainda hoje presente no listel das suas armas, donde o epíteto com que é frequentemente mencionada é a Invicta. Alberga numa das suas muitas igrejas – a da Lapa – o coração de D. Pedro IV de Portugal, que o ofereceu à população da cidade em homenagem ao contributo dado pelos seus habitantes à causa liberal.

As minhas pesquisas sobre a História de cada lugar se baseiam em alguns sites, especialmente no Wikipédia.

VIAJA DAQUI ou O que fazer no PORTO:

Como nosso tempo no Porto era curto, um dia, nós andamos para caramba. Poderia chamar o post de Porto em um Dia, porque fizemos todo o roteiro, meio corrido, mas fizemos. Tá bom, teve uma exceção, foi na visita a Cáve que quando chegamos por volta das 18h30 havia acabado de fechar.

Se seu tempo for curto e você tiver disposição para ver os mais importantes pontos do Porto em um Dia, então Viaja Daqui, mas se Você tiver mais tempo Viaja Daqui também, pois cá estão a grande maioria dos lugares para se visitar nessa Linda Cidade.

Deixamos o carro num estacionamento fechado, próximo a Estação Trindade e dali começamos nossa maratona pelo Porto! Nossas idades? Pela ordem 46, 46. 75 e 79. Ou seja, qualquer um pode fazer sem iniciar uma correria desenfreada.

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Capela das Almas

Faça a primeira parada na Capela das Almas, famosa pelos seus azulejos azuis e brancos do lado de dentro e de fora. Um Show!

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Até para os Cariocas estava quente! E tem poucas sombras, no Porto.

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Vá pela Avenida dos Aliados, a principal via do Porto. Vá por ela em direção à Praça da Liberdade. Você vai passar pelo famoso Café Majestic, se tiver com tempo faça uma parada!

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Praça da Liberdade

Seguindo caminho chegará na grande Praça da Liberdade, onde se situam importantes prédios e é um ótimo lugar para fotos.

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Tio Nebar e Tia Marília seguiram firmes!

Hora de saber se irá a dois famosos pontos da cidade! A Torre dos Clérigos e a Livraria Lello e Irmão! Por quê? Por que para chegar lá terá que subir uma forte ladeira, na Rua dos Clérigos.

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Livraria Lello e Irmão

Se resolver subir, vire à direita lá no topo e siga para um lugar que mereceu um post próprio, a Livraria Lello & Irmão. Considerada por muitos críticos a Livraria Mais Bonita do Mundo! Frequentada pela escritora J.K. Rowlings, de Harry Potter, foi nela que a autora se inspirou para criar a biblioteca, dos livros que viraram filmes. Veja o post dessa visita clicando aqui.

 

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Torre dos Clérigos

Agora sim, volta e vai para a Torre dos Clérigos, com 75 metros de altura é ainda hoje uma das mais altas construções de Portugal. Bela e imponente, é visível de praticamente todos os lugares do Porto. Nosso tempo era curto e deixamos a subida para uma outra ocasião!

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Na descida, pela mesma Rua dos Clérigos, pare para um lanche estratégico com um ítem pra lá de especial, que eu aguardava comer desde minha infância, quando estive por essas bandas, e que criei muitas expectativas. Os Ovos Moles de Aveiro! Só digo uma coisa, superou as expectaivas, como são bons e de sabor único. Desde criança já tinha bom gosto, haha.. Não se deixe enganar pelos vendedores que tentarão fazer você comprar outros doces de gema de ovo, peça Ovos Moles de Aveiro! Doce Português por Excelência. Merece um Oscar.

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Próxima saída “Minha Braga”. Ouso dizer.

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A Mágica Estação São Bento

Barriga cheia, Ovos Moles pra Viagem na mochila, continuamos nossa caminhada pelo Porto, até chegar na Estação São Bento. Você passará, novamente, em frente à Praça da Liberdade. Famosa pelos inúmeros azulejos azúis e brancos, foi um lugar onde me emocionei novamente com o pensamento em meu avô, a outra foi no Fado, em Lisboa. Fiquei imaginando os portugueses indo e vindo por aquela estação histórica. Quantas milhares de Histórias fascinantes não passaram por ali? No caso do meu avô, que veio para o Brasil por volta de 1920 aos dez anos, ficava imaginando ele e outros portugueses que por ali chegavam do interior para embarcar nos navios que partiriam para além mar. Nessa hora já estava apaixonado pela cidade.

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Sé do Porto ou Catedral do Porto

Depois dali, a Jô e Tia Marília, resolveram que não fariam o desvio até a Sé do Porto, a Catedral do Porto, então fomos eu e Tio Nebar, que não perde uma! Fizemos a dupla “elimina roteiro” em toda a Viagem, executando tudo que estava programado, ficando de fora apenas o que fosse impossível de ser feito.Se estou na Viagem com meu Tio Nebar, o lema é “Roteiro dado é Roteiro cumprido”. O mais legal da Sé do Porto é a vista que se tem da cidade e a Torre dos Clérigos, saltando a nossos olhos, no meio do Porto.

Voltemos a Sé do Porto! É a Catedral da cidade e dela temos uma bela visão da Torre dos Clérigos. Na minha opinião também não deve se prender a essa visita, se o seu tempo for curto. As Catedrais em Portugal são pequenas, bem menores do que as Catedrais que estamos acostumados a ver pela Europa. As grandes construções Católicas do País couberam aos Mosteiros como o dos Jerônimos, Batalha e Alcobaça.

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Ribeira

Desça para a parte mais animada do seu dia, a Ribeira, região típica do Porto, lugar ótimo para se perder pelas pequenas ruas e construções que parecem paradas no tempo, até chegar no Douro, o principal Rio do Norte de Portugal. Muitos bares, passeios de barcos e movimento de turistas. Tiramos muitas fotos, bebemos um garrafão de água, tomamos sorvete e debatemos se iríamos para o outro lado do Douro por baixo ou por cima da ponte.

Decidido que iríamos por cima, seguimos para um lugar chamado Praça da Batalha, onde um funicular nos leva para o alto. Se me perguntar se vale a pena, te digo que vale demais, porque a vista é sensacional, o metrô fica passando pela gente (se tiver com criança, segure seus braços até deixar marca…), e quando chega do outro lado você desce por um teleférico! Mágico!

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Uma vez lá em cima, seguimos à pé, pela Ponte D. Luis I, até Vila Nova de Gaia. Muitas fotos no caminho e uma certa aventura, causada pelo metrô que passava toda hora. Interessante, é que apesar do espaço, só passava um trem de cada vez. Sempre que tinha um passando o outro parava para esperar! Legal, né?

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Vale muito ir por cima, por causa das fotos que se tira, e, por chegar do outro lado da ponte, no Teleférico, que é um passeio família, agradável e que ainda te dá um vale para uma degustação de Vinho do Porto, nas redondezas. Tim Tim!

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Vale Vinho do Porto, na Cave Quevedo! Delícia!!!

O Teleférico te deixa no nível do rio Douro, novamente, mas do outro lado. Ali já vai estar pisando em solo de Vila Nova de Gaia. Para entender melhor é como se fosse Rio e Niterói, mas em proporções muuuito menores. Fomos direto comer uma Francesinha (foto lá em cima). Em nosso caso, nem estávamos com muita fome, mas o cansaço já tinha batido com força. Temos que levar em consideração o forte calor no dia e o fato de que no Porto são poucas as sombras de árvores pela rua. Mandamos brasa na Francesinha e quase uma hora depois, fomos em frente aproveitar nosso “Vale Vinho do Porto, na Cave Quevedo”.

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A Vila Nova de Gaia é o local onde ficam as famosas Caves! A Cave do brinde fornecido pelo teleférico é uma pequena Cave, fizemos a visita a ela e nos dirigimos para as grandes Caves em busca de uma visita guiada, mas, chegamos nelas logo após fecharem. Ainda havia movimento nas recepções, por volta das 18h30, mas nada de visita guiada. Por outro lado, não estávamos em muitas condições de fazer essa visita pelo cansaço e por que já estávamos sujos e mulambentos, depois de um dia muito puxado. Nessa, eu e Tio Nebar rodamos, não conseguindo eliminar o ponto do roteiro, logo, vamos ter que voltar, ó pá!

Sem ninguém chateado por não ter entrado na Cave, passeamos mais um pouco até encontrar um táxi para nos levar até o carro.

Foi um dia incrível, em uma cidade que foi bem agradável e amigável. Uma coisa me despertou muita curiosidade, saber como fica a região da Ribeira e Vila Nova de Gaia à noite. Deve ser incrível e agitada. Já estou doido pra voltar!

Veja outro post que fiz do Porto:

LIVRARIA LELLO E IRMÃO, Um Tributo a Harry Potter

Veja os posts dos arredores do Porto:

BRAGA

GUIMARÃES

BARCELOS

REGIÃO DO ALTO DOURO

VIANA DO CASTELO

Bate-Volta à SANTIAGO DE COMPOSTELA

Você já foi? Tem alguma dica? Deixa aí pra gente! Minhas dicas foram úteis? Manda suas perguntas!

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10 comentários sobre “O Porto em um Pit-Stop

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